O corpo físico é como uma tela em branco, onde a mente, através da experiência subjetiva, pinta constantemente a nossa percepção da realidade, interligando o biológico e o mental em um processo dinâmico de criação e recriação do nosso mundo interior e exterior.
Já comentei em outros textos, sobre a inviabilidade para nossa existência, que seria a ausência de uma distribuição coerente de talentos ou habilidades. E, se isto não fizer sentido num primeiro momento, imagine um país, um estado, ou, até mesmo uma pequena cidade, habitada só por pessoas com habilidade em exatas, por exemplo.
Apesar dessa evidência existir desde os primeiros humanos -que produziam ferramentas, coletavam, construíam abrigos, além de práticas artísticas e espirituais-, não vejo a devida importância ser dada.
Fatores como status, melhor remuneração ou, simplesmente necessidade de pagar as contas, podem estar trazendo um desequilíbrio coletivo. É um mal silencioso que desdobra em insatisfação, ansiedade e falta de propósito. E, apesar de nocivo, é um comportamento que ganha reforço diante da exposição crescente nas redes sociais. Pois, talvez aquilo que o outro faz lhe de maior visibilidade.
Considerando a hipótese de uma distribuição coerente de talentos, imagino que, de certa forma, deveríamos estar compondo uma orquestra natural, onde a valorização das habilidades não sofreriam, em hipótese alguma, preconceito ou supervalorização. Afinal, não consigo imaginar um violino se gabando para um clarinete.
Pensando sobre a experiência da leitura e seus detalhes como: significado das palavras, sonoridade das silabas e a “música” da leitura, quando se lê uma frase, por exemplo; imaginei que nem todos podemos desfrutar de tal prazer. Mas será que é uma realidade assim, e ponto final?
Lembrei-me, porém, que cada cor corresponde a uma frequência de luz, assim como cada nota musical possui uma frequência e, logo, pareceu muito razoável obter a sensação da experiência da frequência de forma visual, quando não for possível de forma auditiva.
Bem, estudei as correspondências e trabalhei em um código que convertesse os textos cinzas em coloridos, com suas silabas pintadas de acordo com sua frequência correspondente para quem sabe, um dia, proporcionar uma leitura mais rica para alguém.