Questionei o demônio e ele me apontou o orgulho; questionei o orgulho e ele me apontou a carência; questionei a carência e ela me apontou a criança. Confuso, questionei a criança, e ela me apontou o espelho. Ao olhar para o espelho, vi minha imagem refletida, não reparei se havia algo além dela. Conheci o ego. A busca terminou, ali estava a origem do mal, que só a criança poderia apontar.
Há doze anos, escrevi, ainda sem saber, o que se tornaria a Anatomia da Alma. Desde então, tentei intuitivamente traduzir aquilo que me ocorreu de forma poética e intuitiva em conceitos psicanalíticos, filosóficos e neurocientíficos.
Tudo se resume à compreensão de que a origem do mal é o ego — no sentido de ignorar seu pertencimento ao todo. Ele se formou na carência pela falta, pois a inocência da criança não poderia compreender o fato de não ser atendida, a não ser que se percebesse como alguém separado. O orgulho surgiu como recalque.
A proposta do estudo é o caminho de volta: atravessar as barreiras do orgulho, reconhecer a carência, reencontrar a criança e a inocência — não de forma literal, mas no sentido de resgatar a capacidade de se maravilhar novamente em cada conexão afetiva e voltar, finalmente, a se sentir parte do todo.
Deixei todas as etapas da elaboração desta ideia em uma única página que pode ser encontrada ao lado do menu “Doações”, ou através deste link.,
Comentários em: "Há doze anos" (2)
Espetacular, somente a criança seria capaz de mostrar a verdade, a franqueza,honestidade e inocência que somente a criança é capaz de ser.
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Obrigado!
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