Ao verificar que a natureza dos problemas emocionais está concentrada nas relações, me parece coerente acreditar que a cura, também está nelas. Por mais que tenhamos capacidades psíquicas para regular através de qualquer mecanismo, se a proto-emocionalidade se mantiver problemática, exigirá um trabalho constante e, por fim, exaustivo, na tarefa de reequilibrar a psique.
A ideia de um aparelho emocional, inato e compartilhado, como área que recebe, organiza e promove a troca de afeto, coloca a razão como tarefa do aparelho psíquico, incumbindo-o de buscar relações legítimas para a homeostase emocional. A ideia do aparelho psíquico, por muitas vezes tendo como função principal a de reparador, poderia ser substituída pela função de avaliador, mediador e guia que busca conexões saudáveis e legítimas. A ideia de que somos totalmente responsáveis pela nossa saúde emocional (não só essa) deveria referir-se exclusivamente à busca de qualidade nas relações, e isso significa, também, que parte da psique que é compartilhada, pressupõe responsabilidade mútua no que se refere à saúde dessa.
Quando tratamos temas como o cuidado e as conexões legítimas de maneira abstrata, eles acabam sendo entendidos de maneira superficial, quase como conceitos místicos ou filosóficos, que muitas vezes não atendem as exigências práticas do contexto da saúde mental.
Este estudo, através de um modelo tangível, buscou transportar esses conceitos abstratos para o campo da análise pragmática.
Deixei todas as etapas da elaboração desta ideia em uma única página que pode ser encontrada ao lado do menu “Doações”, ou através deste link.
Comentários em: "A responsabilidade é de todos" (2)
Tenho consideração da minha deficiência no quesito comunicação e relações, uma vez que para existir uma troca equilibrada e completa, necessita de compreensão das emoções e percepção do mesmo. Mas, independente de típico ou atípico, que deveria existir uma cadeira ou mesmo no lar um ensinamento sobre relações humanas e sobre esta responsabilidade que fala no post. Pois sabemos que todo o resto da vida se baseará nestas relações e nessa toca, principalmente quando falamos da responsabilidade mútua.
Lembro de uns livros bem antigos que minha mãe tinha em sua biblioteca, era uma coleção que tinha etiqueta para tudo, inclusive como devia tratar e cuidar o esposo, o filho, como se deve tratar visitas, como deve se portar em público. É claro que isso para mim na época parecia estranho, uma vez que não tinha o menor interesse em ter estas relações (risos). Mas, é justamente para isso que existe família, professores, tutores… para empregar nos menores o zelo e cuidado consigo e com o mundo em todas as áreas da vida.
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Exatamente. Penso que as relações deveriam ter sua importância ressaltada desde o ensino fundamental, ensinada a qualquer um que quisesse ter filhos.
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