O equilíbrio do afeto estaria subordinado a capacidade do aparelho psíquico ou este age como resposta às interações afetivas? Se considerarmos estímulos externos, o aparelho psíquico age como regulador, mas, e quando se trata da própria pulsão? O ser, em toda sua extensão, poderia ser ao mesmo tempo fonte e regulador da própria energia vital? Seria possível sermos dotados de tamanha autonomia de maneira inata?
Parte nossa, não é exclusivamente nossa; mas uma intersecção, um ponto de encontro compartilhado entre o eu e o outro e responsável pela saúde emocional e psíquica e, desta forma, outro aspecto sugere a existência de um aparelho emocional, além do aparelho psíquico, que age como área compartilhada da psique, destinada a troca de afeto.
O aparelho psíquico, primeiramente, interpreta antes de atuar como agente regulador, ou seja; precisa do proto-emocionalidade ¹ que está localizado, de acordo com esta hipótese, no aparelho emocional, que absorve e organiza os estímulos primários.
¹proto-emocionalidade se refere ao estado bruto da emoção, conceito analisado na teoria do pensar de Wilfred Bion
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