O amor é o ar que Eros e a Psique respiram
Na tentativa de evidenciar uma possível anatomia da alma através da razão, usando ferramentas da filosofia, psicanálise e neurociência, deparei-me com conclusões inesperadas: o aparelho emocional e o elemento fundamental.
O amor não só transcende a ideia de ser apenas um sentimento, mas também se mostrou o elemento fundamental do fluxo vital que nutre tanto Eros quanto a Psique e as conexões interpessoais, além de possibilitar toda experiência humana. É uma necessidade tão básica quanto o oxigênio, mas no campo emocional. Mostrou-se, também, não só subjetivo; mas funcional e indispensável para saúde emocional e física.
Buscando na neurociência base para sustentar o que a filosofia e a psicanálise demonstraram, podemos encontrar algumas informações relevantes:
Liberada em momentos de demonstrações de afeto, como o abraço, a Ocitocina, que é conhecida como o “hormônio do amor”, está envolvida na promoção de vínculos, confiança e empatia. Já a dopamina (associada a relação de prazer e recompensa) é determinante nos estágios iniciais do amor romântico e, a serotonina, envolvida na regulação do humor e bem-estar, é alterada no amor intenso ou paixão.
Enquanto o amor ativa áreas do cérebro associadas à recompensa e motivação (núcleo accumbens e córtex orbitofrontal), ele desativa áreas ligadas ao julgamento social, como o córtex pré-frontal e facilita o vínculo emocional.
Considerando a homeostase emocional, o amor funciona como um estabilizador quando há equilíbrio nas trocas afetivas pois, as relações baseadas em amor tem mostrado reduzir os níveis de cortisol. O isolamento emocional, porém, está associado a depressão, ansiedade e aumento de doenças crônicas.
Portanto, é natural e intuitivo sugerir a existência de um aparelho emocional tão importante quanto o respiratório, além de semelhante.
Continua…
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