Tendo como ponto de partida que Eros é a fogueira, que quando o percurso de sua luz em direção a parede da caverna encontra um obstáculo, e a visão deste do obstáculo sobre a sua própria sombra ganha interpretação de algo além de si próprio, desconsiderando sua natureza causadora; cria-se a ilusão de dualidade e a consciência de um “eu” observador.
A descrição desta interação revela outras coisas também, como, por exemplo, que na ausência de uma alma (Eros), a psique não teria condições perceber a si mesma como observadora de uma sombra, nem como agente observador e, tampouco aspirar a consciência de agente causador. Diz também, que a caverna, a fogueira e o observador são partes da composição da experiência humana e, sobretudo, diz que a alma é a única fonte capaz de promover e revelar esta dinâmica.
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