Crônicas, pensamentos e reflexões.

Na quarta revolução industrial fica claro que a inteligência pode ser substituída, assim como foram a força física outrora e a destreza em alguns casos. Isso evidencia o que não pode ser substituído: a empatia, a criatividade e os valores morais. Mas estaríamos preparando o mundo para isso? Pois, na medida em que estamos fazendo tais substituições, não estamos construindo um contraponto no qual possamos viver, sermos produtivos e nos sustentarmos, pois, na direção que as coisas estão caminhando, isso será privilégio de uma minoria.

A ideia de comodidade, onde a tecnologia torna nossas vidas mais fáceis, não considera (ou, quando o faz, é superficialmente) os efeitos colaterais disso.

À medida que a tecnologia avança, teríamos que ter, por obrigação, a valorização do que nos é intrínseco e a garantia das nossas necessidades quando o trabalho se tornar escasso. Digo isto porque a criatividade e a empatia não poderão ser garantia de sustentabilidade, ainda que tenham tal poder no presente. Descartar a empatia e os valores morais, colocando-os na mesma categoria do trabalho físico e do resolver equações complexas, fará com que nosso futuro seja incerto e perigoso, pois, se não valorizarmos o que nos torna únicos agora, a empatia não dará conta de transformar o fiasco já estabelecido, e os valores morais e éticos, que deveriam estar criando os contrapontos, estarão sufocados junto com nossa existência.

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