Crônicas, pensamentos e reflexões.

Ah, o viés!

Depois de enfrentar duras críticas, Antônio Viés encontrou-se com seus amigos e, após contar-lhes o que lhe havia acontecido, por unanimidade, estes imediatamente compartilharam da mesma indignação. “Como isso é possível?” – Disse Márcio Contexto que continuou a argumentar: “Seus atos são totalmente justificáveis dentro das possibilidades disponíveis!” – completou com veemência. Jorge Relativista, porém, foi além: “Ora! De forma alguma você errou, afinal, sua causa é nobre!” – afirmou com segurança.

 Antônio Viés estava confortável agora, pois, ainda que seus atos, quando praticados por outros poderiam ser condenáveis, seu contexto e a crença na nobreza de seus fins o isentavam de qualquer culpa.   

Pedro Razão ouvia a conversa sozinho na mesa ao lado. Estava ficando tarde…

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